Traduzir para adquirir vocabulário em língua estrangeira moderna com o suporte da inteligência artificial generativa
DOI:
https://doi.org/10.21527/2179-1309.2025.122.16717Palabras clave:
inteligência artificial generativa, ChatGPT, tradução, LEM, abordagem freirianaResumen
Este artigo analisa o papel da tradução e da língua materna na aprendizagem de uma língua estrangeira moderna (LEM), com foco na aquisição de vocabulário da língua-alvo (LA) utilizando recursos tecnológicos, como a Inteligência Artificial Generativa (IAGen), exemplificada pelo ChatGPT. A pesquisa propõe uma abordagem pedagógica inspirada em Paulo Freire, visando a inserção cultural do educando em LEM e a promoção de uma educação inovadora, baseada no uso ético das tecnologias. A investigação tem como objetivo analisar como estudantes de uma escola pública do Distrito Federal lidam com a significação das palavras, tanto individualmente quanto em relação ao contexto sentencial, e se conseguem apreender a língua-alvo de maneira semelhante à aquisição natural de sua língua materna, utilizando IAGen de forma crítica e sem plágio. As atividades de tradução, o uso de dicionários bilíngues online e o ChatGPT são recursos empregados nesse processo. O estudo se insere em um contexto de educação pública, que valoriza a troca de experiências no cenário internacional e busca uma formação crítica, emancipatória e decolonizante. A pesquisa qualitativa, com abordagem bibliográfica, documental e empírica, foi realizada por meio de entrevistas e observação participante em uma escola pública do DF. As conclusões destacam a importância da tradução para a construção do léxico da LA, a eficácia do uso adequado da IAGen e do dicionário bilíngue, e a valorização da língua materna, promovendo o desenvolvimento sociocultural e ético dos alunos.
Citas
AHMAD, I.; SAID, H. Effect of Community Participation in Education on Quality of Education: Evidence from a Developing Context. Journal of Education and Vocational Research, v. 4, n. 10, p. 293-299, 2013. ISSN 2221-2590.
ALMEIDA FILHO, J. C. P. Dimensões comunicativas no ensino de línguas. Campinas: Pontes Editores, 1993.
ALVES, M. M. P. Traduzir para adquirir vocabulário em língua estrangeira. 2007. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada) – Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, Programa de Mestrado em Linguística Aplicada. Brasília, 2007.
BALTAR, Ronaldo; BALTAR, Claudia Siqueira. Professores serão substituídos pela inteligência artificial? [S. l.]: Authorea Preprints, 2023.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br. Acesso em: 4 out. 2024.
BRASIL. Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: https://gtagenda2030.org/ods/ods4/. 2015. Acesso em: 26 out. 2024.
BRASIL. Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 20 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Terceiro e Quarto Ciclos do Ensino Fundamental: Língua Estrangeira. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC: SEF, 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_estrangeira.pdf
BRASIL. Lei Federal nº 13.005/2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE. Brasília, 25 jun. 2014. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011- 2014/2014/lei/l13005.htm
CAMADA, Marcos Yuzuru; DURÃES, Gilvan Martins. Ensino da Inteligência Artificial na Educação Básica: um novo horizonte para as pesquisas brasileiras. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO (SBIE). SBC, 2020. p. 1.553-1.562.
DA COSTA, Felipe Gonzalez Cardoso. O uso da plataforma ChatClass no aprimoramento da competência oral em língua inglesa por parte de estudantes brasileiros: um estudo exploratório. 2021. Dissertação (Mestrado) – Universidade do Minho, Portugal, 2021.
DISTRITO FEDERAL. Lei Distrital no. 4.751, de 7 de fevereiro de 2012. Dispõe sobre o Sistema de Ensino e a Gestão Democrática do Sistema de Ensino Público do Distrito Federal. Brasília, jul. 2012. Disponível em: https://www.sinprodf.org.br/wpcontent/uploads/2019/02/lei-n%C2%BA-4.751-de-07-de-fevereiro-de-2012.pdf.pdf
DISTRITO FEDERAL. Currículo em movimento da Educação Básica: pressupostos teóricos. Brasília: SEEDF, 2014a.
DISTRITO FEDERAL. Diretrizes de avaliação institucional: aprendizagem, institucional e em larga escala. Brasília: SEEDF, 2014b.
DISTRITO FEDERAL. Lei Distrital nº 5.499, de 14 de julho de 2015. Plano Distrital de Educação 2015-2024. Brasília, DODF nº 135, 15 jul. 2015. Disponível em: https://www.educacao.df.gov.br/wpconteudo/uploads/2018/01/pde_site_versao_completa.pdf. 2015 - PLANO DISTRITAL DE EDUCAÇÃO DO DF
DISTRITO FEDERAL. Diretrizes pedagógicas dos Centros Interescolares de Línguas (CILs). Brasília: SEEDF, 2019a.
DISTRITO FEDERAL. Regimento escolar da rede pública de ensino do Distrito Federal. Brasília: SEEDF, 2019b.
DISTRITO FEDERAL. Caderno orientador convivência escolar e cultura de paz. Brasília, SEEDF, 2020.
DISTRITO FEDERAL. Plano estratégico institucional 2023-2027. Brasília: SEEDF, 2023.
DISTRITO FEDERAL. Projetos Político-Pedagógicos das escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal. 2021. Disponível em: https://www.educacao.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2021/07/ppp_cilt_taguatinga-1.pdf. Acesso em: 20 out. 2024.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 30. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
FREIRE, P. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1992.
FREIRE, P. Ação cultural para a liberdade e outros escritos. São Paulo: Editora Cortez, 1997.
GOMES, Antônio José Ferreira et al. Potencializando a aprendizagem ativa com tecnologia de IA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 10, n. 8, p. 3.625-3.631, 2024.
HOWATT, A. P. R. A history of english language teaching. Oxford: Oxford University Press, 1984, 1991.
HUME, D. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. Tradução José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Editora Unesp, 2004.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos da metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2003.
NUNES, Felipe Becker; DA COSTA, Luan Vieira. Speakai: uma ferramenta de inteligência artificial generativa para o aprendizado de idiomas. In: VI CONGRESSO INTERNACIONAL DE ONTOPSICOLOGIA E DESENVOLVIMENTO HUMANO, 6., 2024. p. 1.069-1.972.
PICÃO, Fábio Fornazieri et al. Inteligência Artificial e educação: como a IA está mudando a maneira como aprendemos e ensinamos. Revista Amor Mundi, v. 4, n. 5, p. 197-201, 2023.
RIDD, M. D. Out of exile: A new role for translation in the teaching/learning of foreign languages. In: SEDYCIAS, J. (org.). Tópicos em linguística aplicada 1. Brasília: Oficina Editorial do Instituto de Letras da Universidade de Brasília: Editora Plano, 2000.
RIDD, M. D. Um casamento estranhamente ideal? A compatibilidade de gênios entre o comunicativismo e a tradução. Horizontes de Linguística Aplicada, v. 2, p. 93-104, 2003.
RIVERS, Wilga M.; TEMPERLEY, Mary S. A practical guide to the teaching of english. New York: Oxford University Press, 1978.
SEEDF. Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. Projetos pedagógicos das escolas. Brasília: SEEDF, 2023. Disponível em: https://cieducando.com.br/os-3-projetos-pedagogicos-essenciais-para-um-ensino-de-qualidade/. Acesso em: 26 out. 2024.
SOUZA, Fabiano Rodrigues et al. Simulação de diálogos e personagens no Chat-GPT4: análise comparativa do desempenho em idiomas inglês e português. In: CONGRESSO BRASILEIRO INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIA E TECNOLOGIAS – COBICET, 4., 2023. Anais [...]. On-line, 2023. p. 1-8.
THE WORLD BANK GROUP. Revolución de la IA en la educación. Disponível em: https://documents1.worldbank.org/curated/en/099735306272422279/pdf/IDU1c4bdb3b81e51f1481118de31d54c57446821.pdf?_gl=1*z0f9lg*_gcl_au*NDQ1MzE1MzMxLjE3MjUzOTEwODQ. Acesso em: 1º set. 2024.
UNESDOC. Cultura, comunicación y lenguajes. Caracas, 2006. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/notice?id=p::usmarc_def_0000216710/. Acesso em: 20 out. 2024.
UNESDOC. Políticas de educación inclusiva: estudios sobre políticas educativas en América Latina. Paris; São Paulo; Caracas, 2022. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000379487/. Acesso em: 20 out. 2024.
UNESCO. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Constituição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Brasília, 2002. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000147273/. Acesso em: 20 out. 2024.
UNESCO. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Resumo do Relatório de Monitoramento Global da Educação 2020: inclusão e educação para todos. Paris, 2020. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000379487/. Acesso em: 20 set. 2024.
UNESCO. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Recomendação sobre a ética da Inteligência Artificial. 2021. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000381137_por. Acesso em: 27 out. 2024.
UNESCO. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Guia para a IA generativa na educação e na pesquisa. 2023. Acesso em: 11 set. 2024.
UNESCO. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Educação 2030: Declaração de Incheon e Marco de Ação para a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4. 2024. Acesso em: 20 out. 2024.
WIDDOWSON. H. G. Teaching English as communication. London: Oxford University Press, 1978.
WIDDOWSON. H. G. Explorations in applied linguistics. Oxford: Oxford University Press, 1979.
WIDDOWSON, H. G. Knowledge of language and ability for use. Applied Linguistics, V. 10, n. 2, p. 128-137, 1989.
WIDDOWSON, H. G. O ensino de línguas para a comunicação. Trad. José Carlos Paes de Almeida Filho. Campinas: Pontes, 1991.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Revista Contexto & Educação

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Ao publicar na Revista Contexto & Educação, os autores concordam com os seguintes termos:
Os trabalhos seguem a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato;
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, inclusive comercial.
Essas permissões são irrevogáveis, desde que respeitados os seguintes termos:
Atribuição — os autores devem ser devidamente creditados, com link para a licença e indicação de eventuais alterações realizadas.
Sem restrições adicionais — não podem ser aplicadas condições legais ou tecnológicas que restrinjam o uso permitido pela licença.
Avisos:
A licença não se aplica a elementos em domínio público ou cobertos por exceções legais.
A licença não garante todos os direitos necessários para usos específicos (ex.: direitos de imagem, privacidade ou morais).
A revista não se responsabiliza pelas opiniões expressas nos artigos, que são de exclusiva responsabilidade dos autores. O Editor, com o apoio do Comitê Editorial, reserva-se o direito de sugerir ou solicitar modificações quando necessário.
Somente serão aceitos artigos científicos originais, com resultados de pesquisas de interesse que não tenham sido publicados nem submetidos simultaneamente a outro periódico com o mesmo objetivo.
A menção a marcas comerciais ou produtos específicos destina-se apenas à identificação, sem qualquer vínculo promocional por parte dos autores ou da revista.
Contrato de Licença (para artigos publicados a partir de outubro/2025): Os autores mantém os direitos autorais sobre seu artigo, e concedem a Revista Contexto & Educação o direito de primeira publicação.
