Plantas medicinais no ensino de ciências: Revisão sistemática da literatura e análise bibliométrica
DOI:
https://doi.org/10.21527/2179-1309.2026.123.17250Palavras-chave:
Conhecimento tradicional, Recurso didático, compostos bioativosResumo
O ensino de ciências desempenha um papel crucial na valorização do conhecimento científico e, no campo da botânica. Por isso, a utilização da temática das plantas medicinais torna-se uma opção para uma aprendizagem com significado, especialmente na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nesse contexto, o uso das plantas como recurso terapêutico reflete o conhecimento tradicional transmitido ao longo das gerações de forma relevante. Este estudo realizou uma revisão sistemática da literatura objetivando identificar práticas pedagógicas no contexto da EJA e que utilizem as plantas medicinais no ensino de ciências. As bases analisadas foram Scopus, Web of Science, Scielo e Google Scholar, resultando em uma síntese que destacou diversas estratégias eficientes de aprendizagem. A utilização de plantas medicinais como estratégia de ensino de ciências na EJA apresenta um potencial bastante expressivo para aprendizagens no âmbito do ensino de botânica. Os resultados evidenciaram que a utilização de plantas medicinais como recurso didático é fundamentada em sua rica história cultural, destacando a interseção entre conhecimento tradicional e conhecimento científico. Além disso, valoriza a biodiversidade local, explora conceitos científicos por meio de exemplos concretos. Identificou-se, ainda, com a análise bibliométrica, que as práticas pedagógicas mais recorrentes nos estudos foram as aulas práticas e exposições visuais. Assim, a integração de plantas medicinais no ensino de ciências pode ser alinhada com os conteúdos curriculares, explorando temas como anatomia e fisiologia vegetal, química de compostos bioativos e processos de extração, estudo das relações étnico-raciais.
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