Proficiência em língua inglesa de estudantes afirmativos na pós-graduação sob a perspectiva do inédito-viável de Freire
DOI:
https://doi.org/10.21527/2179-1309.2025.122.16704Palavras-chave:
Proficiência em inglês, Internacionalização, Decolonialidade, Inédito-viávelResumo
A proficiência ou, pelo menos, a competência em leitura em língua estrangeira (predominantemente a inglesa) é uma das exigências para o ingresso em cursos de pós-graduação. Esse requisito pode se tornar uma barreira para estudantes que ingressaram por cotas raciais e sociais, devido ao ensino de inglês ser um privilégio para poucos na sociedade. O objetivo geral do presente artigo é refletir e dialogar sobre a proficiência em língua inglesa de estudantes de pós-graduação ingressantes por ações afirmativas nas universidades federais (estudantes afirmativos) além de problematizar o uso e/ou a falta de uso da língua inglesa. Para isso, iniciamos discutindo sobre o processo de internacionalização do ensino superior (Knight, 2004) e de como a língua inglesa é requerida. Passamos, então, a discutir sobre a primazia da língua inglesa em detrimento de outras línguas como uma forte evidência da colonialidade e da modernidade ((Mignolo, 2019; Quijano, 1993; Quintero; Figueira; Elizalde, 2019). Por fim, abrimos diálogo sobre como superar essas barreiras através de uma perspectiva do inédito-viável de Paulo Freire (1992). Concluímos que ao pensar, querer e agir frente a uma situação-limite, podemos dar início a um projeto decolonial, desnaturalizando o que está naturalizado e dialogando coletivamente em busca de alternativas para transformar o problema.
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