EMOÇÕES E ÉTICA NA FORMAÇÃO DE FORMADORES

A COMPLEXIDADE EM AÇÃO

Resumo

Neste artigo apresentamos parte do desenvolvimento de um projeto de formação de formadores, que se apoia na investigação sobre desenvolvimento humano nas dimensões emocional e ética e no princípio da autoformação. Segue uma abordagem transdisciplinar, que extravasa o domínio das múltiplas disciplinas científicas que se têm debruçado sobre estas temáticas, assumindo a perspetiva da complexidade e a modalidade de self-study. A realização de self-studies dos formadores é uma prática pouco habitual, pelo que constitui uma vertente inovadora do projeto. Os autores, enquanto formandos/formadores e investigadores do processo formativo, apresentam dados sobre dinâmicas de autoformação, focadas nalgumas das emoções trabalhadas e nas questões éticas que lhe estão associadas. Por fim faz-se uma reflexão sobre essa formação e os princípios da complexidade, nomeadamente os conceptualizados por Edgar Morin.

Biografia do Autor

Catarina Sobral, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Doutora em Educação na especialidade de Formação de Professores, pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Professora Auxiliar Convidada no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

Ana Paula Caetano, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Professora Associada do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tem doutoramento em Ciências da Educação - especialidade de Formação de Professores. Atualmente coordena o grupo de Investigação Currículo e Formação de Professores, bem como o doutoramento em Educação, especialidade de Formação de Professores e Supervisão e o mestrado de Educação e Formação, área de especialidade em Desenvolvimento Social e Cultural (ambos em coordenação com outros colegas). Pesquisa temas relativos à Formação de Professores (nomeadamente desenvolvimento profissional, formação ética e dilemas dos professores, projetos de investigação-ação), e à Educação e Cidadania (tais como educação e mediação intercultural  e comunitária, cyberbullying e violência na escola, emoções e ética no ensino superior, inclusão social), privilegiando a perspetiva da complexidade e metodologias qualitativas, de entre as quais a investigação-ação.

Isabel Freire, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Professora associada no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, com doutoramento em Ciências da Educação. Tem participado em estudos e projetos nacionais e internacionais cujos temas destacam a importância das relações interpessoais, da interculturalidade e da complexidade dos processos educativos e formativos. Tem coordenado o doutoramento em Educação na especialidade de Formação de Professores, o mestrado em Educação e Formação na área de especialização em Desenvolvimento Social e Cultural e o mestrado em Educação na área de especialização em Educação Intercultural (coordenações com outros colegas). É autora e coautora de livros, capítulos de livros e artigos científicos publicados em língua portuguesa, espanhola, francesa e inglesa sobre Formação de professores (desenvolvimento profissional, nomeadamente na dimensão emocional e relacional, e formação em contextos laborais colaborativos) e também sobre temáticas ligadas à cidadania (educação intercultural e mediação comunitária, prevenção da indisciplina e da violência nas escolas (nomeadamente bullying e cyberbullying), áreas preferenciais de investigação.

Publicado
2018-09-19
Como Citar
SobralC., CaetanoA. P., & FreireI. (2018). EMOÇÕES E ÉTICA NA FORMAÇÃO DE FORMADORES. Revista Contexto & Educação, 33(106), 119-138. https://doi.org/10.21527/2179-1309.2018.106.119-138
Seção
Dossiê: Pensamento Complexo e Transdisciplinar: desafios educacionais