Bilinguismo na escola: Desenvolvimento cognitivo de crianças bilingues
DOI:
https://doi.org/10.21527/2179-1309.2026.123.16101Palavras-chave:
ensino bilíngue, pesquisa experimental, perfis de bilinguismo, desenvolvimento cognitivoResumo
O presente trabalho pretende analisar as possíveis diferenças entre os resultados em uma tarefa experimental comparando alunos de ensinos: monolíngue, bilíngue unimodal e bimodal em escolas da rede pública e privada nas cidades de Parnaíba e Teresina (Piauí), considerando somente escolas que se autointitulam bilíngues. O ensino bilíngue prevê que duas línguas sejam utilizadas como línguas de instrução e que a exposição aos idiomas seja feita de forma integradas. Utilizando o Teste dos Cinco Dígitos – FDT (SEDÓ, DE PAULA e DINIZ, 2015) analisamos a agilidade no processamento cognitivo visual de crianças alunas de classes monolíngues, bilíngues unimodais parciais, bilingues unimodais integrais e bilingues bimodais a fim de comparar suas capacidades de resolução de tarefas que exijam de suas habilidades cognitivas visuais. O teste foi realizado com 40 crianças entre 6 e 8 anos (cursando a 1ª e 2ª série do ensino fundamental), 10 de cada perfil escolar. Os resultados indicam que há diferenças no desempenho dos alunos monolíngues e bilíngues e principalmente entre os bilingues unimodais parciais e integrais, reafirmando a necessidade de escolas que se autodesignam bilíngues reverem o tempo de exposição das línguas ofertadas.
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