Soroprevalência de leishmaniose visceral e fatores Socioculturais associados em uma área endêmica de Sergipe, nordeste do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2024.48.14980Palavras-chave:
epidemiologia, protozooses, leishmaniose, saúde pública, zoonosesResumo
O presente estudo tem o objetivo de investigar a presença de anticorpos anti-Leishmania em amostras de cães domiciliados e associar com indicadores epidemiológicos no município de Lagarto, Sergipe. Foi realizado o diagnóstico de Leishmaniose Visceral Canina (LVC) em 755 cães, quando se aplicou o teste imunocromatográfico rápido de plataforma de dois caminhos (TR-DPP) (Fiocruz/Biomanguinhos), e para confirmação de casos sororreagentes o teste sorológico de Ensaio Imunoabsorvente Ligado à Enzima (Elisa). Os resultados demonstraram que todas as residências com cães sororreagentes estavam próximas a terrenos abandonados, praças e/ou áreas verdes. Houve associação entre animais sororreagentes e o tipo de abrigo (p=0,008); 54,8% apresentavam abrigo intradomiciliar e 45,2% dos cães apresentavam abrigos em áreas externa das residências. A doença está distribuída geograficamente em 14 (73,68%), das 19 áreas amostrais do município. Dessas, cinco (26,31%) apresentaram casos de Leishmaniose Visceral em cães e humanos. Foram notificados oito casos de Leishmaniose Visceral Humana (LVH) durante os anos de 2017 a 2020 no município. Os cães que estão localizados nas áreas de maior risco impactam na manutenção de focos naturais de transmissão de Leishmaniose para hospedeiros humanos e animais em áreas endêmicas para Leishmaniose Visceral. Tais resultados são essenciais para auxiliar a vigilância epidemiológica no município de Lagarto-SE, com a introdução de medidas de controle voltadas ao inseto vetor da doença, o flebotomíneo, para prevenir casos humanos e caninos.
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