Sintomas depressivos em adolescentes da região centro-oeste, Brasil: Prevalência e associação com fatores sociodemográficos
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2026.51.16456Palabras clave:
Saúde Mental, Depressão, Adolescente, Fatores SocioeconômicosResumen
Objetivo: Estimar a prevalência dos sintomas depressivos e investigar sua associação com características sociodemográficas em adolescentes da região Centro-Oeste, Brasil. Método: Estudo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (2019). As variáveis dependentes foram os sintomas depressivos e autoavaliação de saúde mental negativa. Foram estimadas prevalências e razões de prevalência segundo sexo, faixa etária, dependência administrativa da escola e escore de bens e serviços. Resultados: Foram avaliados 17.640 escolares de 13 a 17 anos da região Centro-Oeste, sendo que 54,0% dos adolescentes referiram sentimentos de preocupação, 34,0% sentiam-se tristes, 31,1% sentiam que ninguém se preocupa com ele, 43,3% referiram sentimento de irritação/nervosismo/mau humor, 22,8% tinham sentimento de que a vida não vale a pena ser vivida e 19,6% dos adolescentes apresentaram autoavaliação de saúde mental negativa. As maiores prevalências de sintomas depressivos, representados pelos indicadores avaliados, foram observadas no sexo feminino, com 16 ou 17 anos, em escolares de escolas públicas e escore de bens e serviços classificado como baixo. Conclusão: Os sintomas depressivos entre adolescentes da região Centro-Oeste se associaram às características sociodemográficas, representando desafios à atenção à saúde mental desse grupo populacional.
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