Antidiabéticos orais e insulinas nas relações de medicamentos essenciais das capitais brasileiras e distrito federal
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2026.51.14905Palavras-chave:
Diabetes Mellitus, Medicamentos Essenciais, Acesso a Medicamentos Essenciais e Tecnologias em Saúde, Hipoglicemiantes, InsulinaResumo
O acesso aos medicamentos é imprescindível para o tratamento do diabetes. As listas de medicamentos essenciais possibilitam o conhecimento do elenco e oportunizam o uso racional sob diversas perspectivas. Assim, o objetivo deste artigo é analisar os antidiabéticos orais e insulinas nas relações de medicamentos essenciais das capitais brasileiras e do Distrito Federal (DF). Trata-se de um estudo descritivo realizado por meio da investigação das relações de medicamentos essenciais das capitais brasileiras e do DF cuja coleta de dados ocorreu no período de setembro a novembro de 2022. Na comparação das listas considerou-se a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) de 2022 e a lista modelo de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2021. A frequência de antidiabéticos orais variou de 2 em Curitiba a 8 em Teresina. Sobre as insulinas, havia 6 em Belo Horizonte, ao passo que, em Boa Vista, Macapá, Fortaleza e João Pessoa não estavam elencadas. A metformina foi o antidiabético oral mais frequente, bem como as insulinas NPH e regular. A média de concordância dos antidiabéticos orais e insulinas com a Rename foi de 97,7% e 75,5% respectivamente. Já a média de concordância dos antidiabéticos orais foi de 47,1% e 72,5% de insulinas com a lista modelo de medicamentos essenciais da OMS. Há uma diversidade no elenco dos medicamentos disponibilizados para o diabetes. As listas de medicamentos essenciais são instrumentos norteadores da assistência farmacêutica e a ausência da descrição das insulinas mostrou-se preocupante.
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