GOVERNANDO POR MEIO DA INSENSIBILIDADE: A SEGURANÇA PÚBLICA E GESTÃO BIOPOLÍTICA DOS CORPOS – A ADMINISTRAÇÃO DA MORTE NAS PRISÕES
GOVERNING THROUGH INSENSIBILITY: PUBLIC SECURITY AND BIOPOLITIC BODY MANAGEMENT – THE ADMINISTRATION OF DEATH IN PRISONS
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-6622.2021.56.10350Palabras clave:
encarceramento em massa; massacres prisionais; segurança pública; governando através do crime; gestão biopolítica;Resumen
O presente trabalho visa contribuir com a análise acerca do permanente massacre em que tem se constituído a segurança pública brasileira, e esse programa de segurança pública de fundamental importância política eleitoral, assim como mercadológica, permita trabalha com a ideia de governando através do crime, já apontado por Jonathan Simon, e que aqui se aborda em uma face ainda mais grosseira que é governando por meio da insensibilidade e da administração de massacres, sejam eles em praça pública, ou dentro da presídios e penitenciaria enquanto aparelhos (últimos) da segurança pública. Metodologicamente esse trabalho se desenvolve como um esforço teórico analítico, que dentre uma infinidade de abordagens possíveis, realiza-se uma análise foucaultiana-agambenniana, teórica, critica e reflexiva, portanto; que não explicam a totalidade do problema mas que agregam elementos para pensar a construção de subjetividades barbaras que estão por debaixo e detrás dessa realidade sangrenta e insensível ao sofrimento. O objetivo é aportar elementos e chaves de análise diante da realidade de expansão do segregacionismo que a prisão representa o ápice, e como se tem constituído uma organização e relações sociais pautadas desde uma subjetividade destrutiva e aniquiladora do outro que é a morte do ‘eu’ enquanto sujeito (ser social).
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