IMPACTOS DA (IN)COMPREENSÃO DA LINGUAGEM FORENSE E OS DESAFIOS DO ACESSO À JUSTIÇA
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-6622.2018.50.128-138Resumo
O presente artigo trata dos aspectos linguísticos que envolvem a tessitura da prática discursiva (tanto oral quanto escrita) da fala jurídica e suas peculiaridades intrínsecas no tocante ao seu aspecto interpretativo na ordem pragmática do léxico da língua portuguesa. O estudo tem como objeto a compreensão do desdobramento do lexema jurídico que é distante do público geral, o qual justamente se procura alcançar, e suas implicações no aspecto pragmático do uso do chamado ''juridiquês''. O uso corrente de expressões jurídicas pode ter influências de fatores socioculturais ou até mesmo de ordem diastrática, o que denota uma espécie de status social imbricado ao uso da linguagem jurídica. Partindo de forma dedutiva, este estudo versa sobre uma experiência do jargão jurídico de forma a fazer generalizações em sua prática que, nos dias de hoje, tem se tornado cada vez mais distante do uso pragmático de clareza que esta prática linguística se propõe a substanciar.
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