EXCITOTOXICIDADE GLUTAMATÉRGICA NA DOENÇA DE HUNTINGTON

  • Angelo Viana Weber Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo - IESA
  • Luana Taís Hartmann Backes Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo - IESA
Palavras-chave: Glutamato, Neurotransmissão Glutamatérgica, Doença de Huntington.

Resumo

O glutamato por ser um dos aminoácidos mais abundante no sistema nervoso central (SNC), desempenha o papel de principal neurotransmissor excitatório. Dessa forma, a presente revisão busca avaliar a relação do glutamato no desenvolvimento da Doença de Huntington através do processo de excitotoxicidade, envolvendo o seu mecanismo de ação, receptores e transportadores glutamatérgicos associados. Para isso, realizou-se uma revisão da literatura nas bases de dados BVS, SciELO e Google Acadêmico. Foram separados 53 artigos, sendo selecionados 25. Os demais artigos foram excluídos por não abordarem a temática pretendida. A Doença de Huntington (DH) é uma doença de poliglutaminas causada por uma mutação no gene codificador da proteína Huntingitna. A Huntingtina mutada irá promover uma série de alterações, desde a superestimulação dos receptores NMDA até o comprometimento na regulação dos transportadores de glutamato GLT1, GLAST e baixos níveis de EAAC1. Desta forma, conduzindo ao processo de neurodegeneração através da excitotoxicidade pelos níveis aumentados de Glutamato. A complexidade dos múltiplos mecanismos que levam à neurodegeneração observada na DH, contribuem para a falta de interesse em pesquisas nesta patologia, bem como a busca de tratamentos eficazes. Deste modo, seria necessário atuar simultaneamente em todos os níveis da fisiopatologia para adquirir conhecimentos mais específicos nos mecanismos de neurodegeneração, sobretudo a excitotoxicidade pelo glutamato.

Biografia do Autor

Angelo Viana Weber, Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo - IESA
Acadêmico do Curso de Graduação em Biomedicina e Curso Técnico em Citopatologia.
Luana Taís Hartmann Backes, Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo - IESA
Biomédica Citopatologista; Docente e Coordenadora do Curso Técnico em Citopatologia; Mestre em Envelhecimento Humano; Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas.
Publicado
2016-12-22
Como Citar
WeberA., & BackesL. (2016). EXCITOTOXICIDADE GLUTAMATÉRGICA NA DOENÇA DE HUNTINGTON. Revista Contexto & Saúde, 16(31), 96-103. https://doi.org/10.21527/2176-7114.2016.31.96-103
Seção
Ciências Básicas & Saúde