Medidas de proteção social como determinantes da [in]segurança alimentar em domicilios de alunos da rede pública na pandemia da covid-19
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2026.51.15662Palavras-chave:
Distanciamento social, Segurança alimentar, Fome, Proteção SocialResumo
O objetivo desse trabalho foi avaliar a associação entre a coocorrência de medidas de proteção social e a insegurança alimentar de domicílios de alunos de escolas públicas de dois municípios mineiros. Estudo transversal, realizado por inquérito telefônico nos meses junho/julho de 2020, com os responsáveis pelos domicílios de alunos matriculados na educação básica, nos municípios de Ouro Preto e Mariana - Minas Gerais. Dados sobre o recebimento de medidas de proteção social foram obtidos: Bolsa Família, Auxílio emergencial e do acesso à cesta básica de alimentos. A IA foi avaliada pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. Foram realizadas analises descritivas, teste de Qui-quadrado de Pearson e regressão logística univariada e multivariada, ajustada por escolaridade do chefe da família e tipo de pavimentação da rua. Dos 542 domicílios avaliados, 82,0% estavam em situação de IA, 63,0% receberam Auxílio Emergencial e 23,0% receberam três medidas de proteção social. Observou-se que domicílios que recebiam duas e três medidas de proteção social, tinham 2,05 (IC95% 1,01–4,15) e 2,85 (IC95% 1,31-6,16) vezes mais chance de estar em IA respectivamente, quando comparados aos que não recebiam. Isto posto, famílias em situação de IA foram assitidas pelas políticas e medidas de proteção social, porém essas não foram suficientes para garantir a DHAA e Segurança Alimentar e Nutricional.
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