O Paradoxo da Glicose

  • Sandra Costa Valle Unijuí

Resumo

A concepção da via pela qual o glicogênio hepático é sintetizado após a realimentação tem passado por grandes mudanças. A visão clássica da síntese de glicogênio evidenciava que esta ocorria, preferencialmente, através da
utilização direta da glicose ingerida para glicogênio. Entretanto, muitos estudos indicam que, após jejum, o fígado repõe o glicogênio em grande parte de substratos gliconeogênicos, produzidos a partir da metabolização inicial da glicose ingerida. De acordo com este paradoxo metabólico, a síntese de
glicogênio ocorre pelas vias direta e indireta. A via indireta caracteriza-se pela utilização de substratos gliconeogênicos, que através da via de gliconeogênese formam glicose  6-fosfato, incorporada posteriormente ao glicogênio hepático. Já na via direta, a glicose é fosforilada no carbono 6,
isomerizada a glicose 1-fosfato e incorporada ao glicogênio. Neste artigo realizamos uma breve revisão sobre o metabolismo da glicose e em especial sobre a síntese de glicogênio.

Biografia do Autor

Sandra Costa Valle, Unijuí
Nutricionista, MSC em Ciências Biológicas-Bioquímica, docente do Curso de Nutrição da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul- Ijuí /RS.
Publicado
2013-05-27
Como Citar
VALLE, Sandra Costa. O Paradoxo da Glicose. Revista Contexto & Saúde, [S.l.], v. 2, n. 02, p. 63-82, maio 2013. ISSN 2176-7114. Disponível em: <https://www.revistas.unijui.edu.br/index.php/contextoesaude/article/view/1252>. Acesso em: 19 jun. 2018. doi: https://doi.org/10.21527/2176-7114.2002.02.63-82.
Seção
Artigos