PLANTAS MEDICINAIS UTILIZADAS POR QUILOMBOLAS NA GESTAÇÃO E LACTAÇÃO, E RISCOS NO USO INDISCRIMINADO
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2020.40.236-243Palavras-chave:
Etnobotânica; gravidez; amamentação; toxicidade de plantasResumo
Estudos em comunidades quilombolas sobre plantas medicinais utilizadas durante a gestação e lactação ainda são incipientes e os dados sobre as espécies medicinais que causam efeitos teratogênicos, embriotóxicos, abortivos e contraindicados na lactação são considerados poucos e muitas vezes contraditórios. Diante disso, este trabalho teve como objetivo realizar um levantamento etnobotânico e discutir sobre o uso das plantas com fins medicinais utilizadas por gestantes e lactantes de comunidades quilombolas de Vitória da Conquista – Ba. Os dados foram adquiridos por meio de entrevistas semiestruturadas e coleta das plantas. Foi possível observar que a maioria das mulheres não tem assistência médica e fazem uso de plantas sem acompanhamento da equipe de saúde. O levantamento mostrou que 27 espécies são usadas frequentemente durante o período de gestação e lactação, dentre elas 7 são contraindicadas, merecendo destaque às plantas erva cidreira (Lippia alba) e erva doce (Foeniculum vulgare) por serem amplamente usadas para diferentes fins medicinais. Diante disso, foi possível verificar que as mulheres fazem uso de plantas contraindicadas na gestação e lactação, necessitando em caráter de urgência de orientação correta quanto ao uso de espécies medicinais, bem como mecanismos de assistência que alertem sobre o uso das plantas de forma indiscriminada e os ricos na gestação e/ ou lactação.
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