TRADUÇÃO E VALIDAÇÃO DE ALGORITMO PARA IDENTIFICAÇÃO DE LESÃO HEPÁTICA INDUZIDA POR MEDICAMENTOS
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2020.40.226-235Palavras-chave:
Doença Hepática Crônica Induzida por Substâncias e Drogas; reação adversa ou efeito adverso relacionado a medicamentos; falência hepática; algoritmos.Resumo
A lesão hepática induzida por medicamentos é um tipo de reação adversa a medicamento (RAM), cuja ocorrência é a causa de falha hepática fulminante em 13% a 30% dos casos. O Russel Uclaf Causality Assessment Method (RUCAM) é um algoritmo específico para a determinação de lesão hepática induzida por medicamentos. O objetivo deste trabalho é traduzir e validar o algoritmo RUCAM para o português. Método: Foi realizada a tradução e tradução inversa do algoritmo. A validação de conteúdo foi verificada pela aplicação do algoritmo traduzido a um caso real, por um grupo de médicos, farmacêuticos e enfermeiros. Resultados: Foram obtidas 41 aplicações do algoritmo. O tempo médio de aplicação foi de 17 + 10 minutos. O escore médio foi de 7,58 + 3,48 (provável relação de causalidade). As diferenças do escore para as diferentes categorias profissionais não foi estatisticamente significativa (p=0,800). Discussão: O algoritmo RUCAM possui sete domínios: tempo de início da doença hepática, duração da doença, fatores de risco, uso concomitante de medicamentos, exclusão de causas alternativas, história prévia do medicamento suspeito e resposta à reexposição ao medicamento. Tais informações permitem maior acurária na confirmação da suspeita da RAM, favorecendo a identificação dos medicamentos com potencial hepatotóxico. Conclusão: O algoritmo RUCAM traduzido para o português se mostrou uma ferramenta útil para a investigação de causalidade entre a lesão hepática e medicamentos, que pode ser aplicado por médicos, enfermeiros e farmacêuticos.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Ao publicar na Revista Contexto & Saúde, os autores concordam com os seguintes termos:
Os trabalhos seguem a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato;
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, inclusive comercial.
Essas permissões são irrevogáveis, desde que respeitados os seguintes termos:
Atribuição — os autores devem ser devidamente creditados, com link para a licença e indicação de eventuais alterações realizadas.
Sem restrições adicionais — não podem ser aplicadas condições legais ou tecnológicas que restrinjam o uso permitido pela licença.
Avisos:
A licença não se aplica a elementos em domínio público ou cobertos por exceções legais.
A licença não garante todos os direitos necessários para usos específicos (ex.: direitos de imagem, privacidade ou morais).
A revista não se responsabiliza pelas opiniões expressas nos artigos, que são de exclusiva responsabilidade dos autores. O Editor, com o apoio do Comitê Editorial, reserva-se o direito de sugerir ou solicitar modificações quando necessário.
Somente serão aceitos artigos científicos originais, com resultados de pesquisas de interesse que não tenham sido publicados nem submetidos simultaneamente a outro periódico com o mesmo objetivo.
A menção a marcas comerciais ou produtos específicos destina-se apenas à identificação, sem qualquer vínculo promocional por parte dos autores ou da revista.
Contrato de Licença (para artigos publicados a partir de setembro/2025): Os autores mantém os direitos autorais sobre seu artigo, e concedem à Revista Contexto & Saúde o direito de primeira publicação.