O SUJEITO SIMULADOR NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA FORENSE
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-6622.2017.47.332-349Resumo
A simulação é um dos comportamentos mais esperados e observados durante uma avaliação psicológica em contexto forense. A perspetiva teórica dos profissionais condiciona o seu foco clínico e métodos a aplicar. Contudo uma visão rígida poderá condicionar uma recolha de maior qualidade sobre o sujeito avaliado. Procurou-se analisar a literatura referente a dois conceitos associados ao comportamento de simulação, o conceito de impostor, referido pela teoria psicanalítica, e o conceito malingering, fundamentado por uma perspetiva cognitivo-comportamental. Assim, realizou-se uma revisão dos pressupostos considerados numa avaliação psicológica em âmbito forense, da noção de inimputabilidade no sistema jurídico português e dos conceitos impostor e malingering. O objetivo é o de juntar esforços e promover a interação dos profissionais de psicologia forense, ainda que, com quadros teóricos de referência distintos. Será a articulação de mais saberes que proporcionará uma compreensão de maior qualidade sobre os fenómenos em que o sujeito simulador está circunscrito? As conclusões sugerem a necessidade de olhar e analisar o sujeito através de diferentes perspetivas a fim de melhor categorizar e compreender os traços de comportamento associados ao comportamento de simulação e ao funcionamento psíquico do sujeito simulador.
Palavras-chave: Avaliação psicológica forense, simulação, malingering.
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