A PERSISTÊNCIA DO FRACASSO/SUCESSO PRISIONAL: A HIPÓTESE DO ILEGALISMO EM MICHEL FOUCAULT

Autores/as

  • Marcelo Buttelli Ramos Mestre em Ciências Criminais pela PUCRS. Advogado.
  • Gustavo Noronha de Avila Centro de Ensino Superior de Maringá (Unicesumar) Universidade Estadual de Maringá (UEM)

DOI:

https://doi.org/10.21527/2317-5389.2019.13.223-229

Resumen

O presente ensaio tem por objetivo problematizar dois fatos já consagrados no âmbito dos estudos criminológicos contemporâneos (e.g. a resiliência da Prisão e a expansão dos discursos de encarceramento) a partir da sua exposição ao conceito foucaultiano de “ilegalismo”. Ancorados no pensamento de Michel Foucault, os autores buscam, nestes escrito, desenvolver a hipótese que sugere a possibilidade de se realizar uma leitura (pelo avesso) do argumento que informa o “fracasso histórico da prisão”, concebendo tal fato não como uma desventura, uma fatalidade, mas, ao invés, como uma espécie de desvio consciente e estratégico dos discursos oficiais, cujo objetivo primeiro seria o desenvolvimento de uma economia biopolítica focalizada na (re)produção de subjetividades normalizadas. Os autores procuram verificar a validade da hipótese a partir da realização de uma análise crítica acerca das conjunturas histórica e política que serviram de cenário para a edição da Lei dos Crimes Hediondos. 

 

Palavras-chave: Foucault; Vigiar e Punir; Prisão; Ilegalismo; Lei de Crimes Hediondos.

Biografía del autor/a

  • Marcelo Buttelli Ramos, Mestre em Ciências Criminais pela PUCRS. Advogado.
    Mestre em Ciências Criminais pela PUCRS. Advogado.
  • Gustavo Noronha de Avila, Centro de Ensino Superior de Maringá (Unicesumar) Universidade Estadual de Maringá (UEM)
    Doutor e Mestre em Ciências Criminais pela PUCRS. Professor do Mestrado em Ciências Jurídicas  e da Graduação em Direito do Unicesumar. Professor da Universidade Estadual de Maringá.

Publicado

2019-09-13

Cómo citar

A PERSISTÊNCIA DO FRACASSO/SUCESSO PRISIONAL: A HIPÓTESE DO ILEGALISMO EM MICHEL FOUCAULT. (2019). Revista Direitos Humanos e Democracia, 7(13), 223-229. https://doi.org/10.21527/2317-5389.2019.13.223-229