Análise Espacial do Desenvolvimento e das Desigualdades no Território Sudoeste Baiano

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.21527/2237-6453.2018.44.69-104

Mots-clés :

Análise fatorial, Análise fatorial. Agrupamento. Indicadores. Bahia., Agrupamento, Indicadores, Bahia

Résumé

Este estudo objetiva analisar o desenvolvimento do Território do Sudoeste Baiano (TSB), sob a perspectiva multidimensional, identificando as disparidades e semelhanças entre os municípios que o compõem. Parte-se, incialmente, de uma revisão de literatura baseada em teorias de economia regional, mais especificamente sobre o desenvolvimento desigual entre as regiões. A partir de indicadores sociais, econômicos, demográficos, político-institucionais, ambientais e culturais, a Análise Fatorial para reduzir esse conjunto de variáveis facilitando a análise dos indicadores. A partir dos escores fatoriais, realizou-se a análise de agrupamento considerando as similaridades entre os municípios com as dimensões analisadas. Verificou-se uma grande concentração do crescimento econômico e do desenvolvimento no município de Vitória da Conquista, principal centro-urbano do Território. Em todas as dimensões analisadas os municípios apresentaram uma dinâmica econômica pouco expressiva, associada ao baixo desempenho em indicadores sociais, resultando em um desenvolvimento desigual e heterogêneo. A análise fatorial revelou o crescimento econômico e a infraestrutura como os fatores determinantes do desenvolvimento e das desigualdades no TSB, e também possibilitou hierarquizar os municípios, em ordem de melhor para a pior condição. A análise de agrupamento apontou três grupos distintos quanto ao desenvolvimento, confirmando o cenário de heterogeneidade existente no TSB, em que Vitória da Conquista apresenta desempenho bastante diferente dos demais municípios. Constatou-se polarização e concentração do crescimento econômico resultante da pouca atratividade econômica da maioria dos municípios que compõem o Território. Essas análises podem subsidiar políticas de gestão e planejamento territorial, para reduzir as disparidades nesse Território.

Biographies de l'auteur-e

  • Allisianne Krystina Saraiva de Figueiredo, Southwest Bahia State University
    Mestre em Economia Regional e Políticas Públicas pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC. Especialista em Gestão do Conhecimento para a Inovação e Empreendedorismo e Graduada em Administração pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB. Atuou como Assessora na Gestão de Projetos e Convênios Institucionais AGESPI, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia de 2012 a 2013. Em 2013 atuou também como Conselheira Fiscal da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da UESB - Crediuesb. Desde 2007 atua com captação de recursos, elaboração de projetos, gestão de convênios e prestação de contas, capacitação e assessoramento em atividades correlatas. Possui formação em elaboração e avaliação de projetos sociais e institucionais, sistema de gestão de convênios e desenvolvimento regional e local. Atua principalmente com os seguintes temas: captação e mobilização de recursos, políticas de financiamento, desenvolvimento local, concentração e aglomerados econômicos, e empreendedorismo.
  • Mônica de Moura Pires, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)

    Doutora em Economia Rural pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Professora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)

  • Andréa da Silva Gomes, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)

    Doutora em Desenvolvimento Rural pelo Institut National Agronomique Paris-Grignon (INA-PG), França. Professora do Programa de Pós-Graduação em Economia Regional e Políticas Públicas da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ilhéus-BA.

  • Fernando Rubiera Morollon, Universidade de Oviedo

    Doutor em Economía pela Universidad de Oviedo, Espanha. Professor da Universidad de Oviedo, Espanha.

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Publié

2018-08-08

Numéro

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Artigos

Comment citer

Análise Espacial do Desenvolvimento e das Desigualdades no Território Sudoeste Baiano. (2018). Desenvolvimento em Questão, 16(44), 69-104. https://doi.org/10.21527/2237-6453.2018.44.69-104