Práticas de autoatenção no processo de trabalho de profissionais de enfermagem da atenção domiciliar
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2026.51.16662Palavras-chave:
saúde do trabalhador, terapias complementares, serviços de assistência domiciliar, profissionais de enfermagem, qualidade de vidaResumo
Introdução: as vivências com as Práticas Integrativas e Complementares permitem reflexões de profissionais de enfermagem acerca do cuidado de si e instigam questionamentos relacionados às práticas de autoatenção que possam interferir positivamente em seu processo de trabalho e, respectivamente, em sua qualidade de vida. Objetivo: descrever práticas de autoatenção no processo de trabalho da equipe de enfermagem da atenção domiciliar. Metodologia: foram realizadas intervenções durante seis semanas consecutivas com Práticas Integrativas e Complementares em profissionais de enfermagem, e coleta de dados qualitativos a partir de entrevistas gravadas ao final de cada intervenção e grupo focal ao final de todas as intervenções. O cenário do estudo foi uma Unidade de Atenção Domiciliar e Cuidados Paliativos de um Hospital Escola na região sul do Brasil. A coleta de dados foi realizada entre os meses de novembro e dezembro de 2023, após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa, parecer número 6.416.017. Em seguida, as informações qualitativas foram transcritas na íntegra para posterior gerenciamento e análise dos dados, conforme Bardin. O estudo adotou como referencial teórico, perspectiva do antropólogo Eduardo Luiz Menéndez. Resultados: as vivências com as práticas integrativas e complementares permitiram às profissionais reflexões acerca do cuidado de si, e as narrativas revelam a importância para o equilíbrio da saúde e controle do estresse ocupacional. As profissionais relataram os desafios para a realização de práticas de autoatenção, considerando os aspectos inerentes ao cuidado realizado pela enfermagem, seu processo de trabalho, carga horária, dupla jornada, entre outros. Conclusões: evidenciou-se que as práticas integrativas e complementares auxiliaram no processo de trabalho, instigando as profissionais a buscar ações ou atividades que as beneficiem, considerando especialmente o cuidado de si na perspectiva de qualidade de vida e bem-estar laboral.
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