PROFESSORES DE MATEMÁTICA E PERCEPÇÕES ACERCA DO USO DE MATERIAIS INSTITUCIONALIZADOS PELO CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.21527/2179-1309.2018.105.198-221

Resumen

Este texto analisa as percepções dos professores de Matemática quanto à utilização de materiais curriculares institucionalizados pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (SEESP). O Caderno do Professor e o do Aluno compõem tais materiais, cujas finalidades e utilização motivaram questionamentos e reflexões a respeito de suas características, de suas necessidades e das condições de sua aplicabilidade. Indagar os professores sobre a contribuição desses materiais na prática docente significa a linha mestra deste trabalho. As ações de descrever e de analisar as respostas desse questionamento fazem parte de uma pesquisa qualitativa, descritivo-interpretativa. Seu percurso analisa o processo de formação de professores de Matemática e Ciências da Natureza para a implementação do currículo, bem como seus reflexos na prática docente. Os resultados revelam que os professores entendem parcialmente essa contribuição curricular para seu trabalho docente. A maioria deles não reconhece no currículo e em seus pressupostos questões referentes à gestão curricular, autonomia docente e flexibilidade para o desenvolvimento dos conteúdos. Como consequência, os docentes, ou acatam o uso desse material, ou negam sua utilização. Esses resultados reforçam a necessidade de desenvolvimento de saberes e de competências de pressupostos. Tal competência profissional, que deveria habilitar o professor desde a formação inicial. Igualmente, ela deveria ser oferecida, por meio da formação continuada, a partir de ações institucionalizadas da SEESP.

Biografía del autor/a

  • Oscar Massaru Fujita, Universidad Estatal Paulista

    Doutorado em Educação pela USP. Mestrado em Educação pela UNESP. Especialização em Consultoria Empresarial pela FIAET. Estágio Profissional em Tecnologias pelo Distrito de Saitama-Ken, Toquio - JAPÃO. Licenciatura Plena em Matemática pela UNESP. Membro do Grupo de Pesquisa GPEA (Ensino e Aprendizagem (Matemática e Ciências Naturais) como Objeto da Formação de Professores-UNESP). Membro da ABED e da SBEM. Consultor Educacional em Projetos de Educação a Distância (EAD). Professor Pesquisador e Formador da Univ. Aberta do Brasil (UAB). Atua principalmente na área de Educação com os seguintes temas: Didática da Matemática, Metodologia e Prática de Ensino de Matemática, Estágio Supervisionado de Matemática, Didática no Ensino Superior, Metodologia de Pesquisa, Formação de Professores e Novas Tecnologias na Educação e Educação a Distância (EAD). email: oscarfujita@outlook.com

  • Raquel Gomes de Oiveira, Universidad Estatal Paulista

    Licenciada em Matemática pela FCT-Unesp, com Mestrado em Educação Matemática pela Faculdade de Educação da UNICAMP e Doutorado em Educação pela Faculdade de Educação da USP.

  • Maria Cecília Fonçatti, Universidad Estatal Paulista

    Mestre em Matemática Aplicada e Computacional pela UNESP. Graduada em Matemática (UNESP). Professora bolsista do departamento de matemática da FCT/Unesp.

  • Erika Aparecida Navarro Rodrigues, Universidad Estatal Paulista

    Mestranda em Educação na FCT/UNESP. Graduada em Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho-UNESP de Presidente Prudente (2001). Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP/UNIVESP (2013). Atualmente é Professor titular de cargo na Secretaria do Estado de Educação de São Paulo, onde exerce a função de Professor Coordenador do Núcleo Pedagógico de Matemática - Diretoria de Ensino de Presidente Prudente. Tem experiência na área de Educação Matemática, com ênfase na organização Curricular de Matemática do Ensino Fundamental, Aprendizagem da Matemática e na Formação de Professores.

Publicado

2018-06-26

Cómo citar

PROFESSORES DE MATEMÁTICA E PERCEPÇÕES ACERCA DO USO DE MATERIAIS INSTITUCIONALIZADOS PELO CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO. (2018). Revista Contexto & Educação, 33(105), 198-221. https://doi.org/10.21527/2179-1309.2018.105.198-221